quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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Kawasaki Versys 1000
Recentemente apresentada no salão de Milão, esta nova Versys dispõe de um motor tetracicíndro com 1043cc que debita 118cv às 9.000 rpm e reclama um peso de 240Kg em ordem de marcha.
As suspensões com 150mm de curso compõem-se por uma forquilha invertida Kyaba, com 43mm de diâmetro e um amortecedor traseiro colocado longitudinalmente. Apesar do pré silenciador instalado por debaixo do motor, que proporciona um centro de gravidade baixo, está garantida uma altura ao solo de 150mm. O sub-quadro traseiro, em treliça de tubos de aço, garante uma capacidade de carga de 220 Kg. A transmissão final, por corrente, e as jantes de 17” com seis braços, em alumínio, limitam a utilização fora de estrada mas potenciam o desempenho numa utilização diária. A posição de condução é elevada e relaxada, estando o assento a 845mm do solo.

O ecrã é regulável e o desenho do radiador e do depósito de combustível tiveram em conta a protecção aerodinâmica.
A nova ECU garante uma elevada eficácia e consumos muito baixos, e o depósito de gasolina de 21 litros garante uma autonomia elevada.
Os níveis de segurança da Versys 1000 são elevados já que está equipada com o KTRC (Kawasaki Tracion Control), com três modos de programação e controlo “anti-cavalinho”. E ainda oferece a opção de suavizar a resposta e a potência do motor em 25%, no modo de potência reduzida. Um painel digital fornece todas as informações necessárias. Como acessórios de fábrica estão previstos um top-case e umas malas laterais desenhadas pela Givi, com grande capacidade.
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O aperto de mão que selou o acordo Suzuki/VW é uma questão de honra para Osamo Suzuki.
É oficial! A Suzuki está a querer reparar os danos que sofreu desde que assinou um acordo de cooperação com o gigante alemão Volkswagen em 2009, acordo esse que significou também que 19,9% das acções da casa de Hamamatsu ficassem nas mãos da VW por um valor que na altura ascendeu aos 1.7 biliões de euros (!!).
De acordo com um comunicado divulgado pelo CEO da Suzuki, Osamo Suzuki, os japoneses sentem-se injustiçados pelas acções tomadas pela Volkswagen e decidiram que vão recuperar os 19,9% de acções em tribunal
“Hoje, a Suzuki terminou o acordo com a Volkswagen. A Suzuki irá procurar recuperar as suas acções da VW por via arbitral. Estou desapontado por termos tomado esta decisão mas as acções da Volkswagen não nos deixaram outra hipótese. Continuam a recusar-se em resolver esta situação através de negociações. Estou ainda mais desapontado por, ao ter apertado a mão ao Dr. Winterkorn (VW) que serviu como ‘selo’ deste acordo, ele não tenha honrado o compromisso de garantir à Suzuki o acesso aquilo que foi acordado. Na ausência de cooperação da VW e dada a falha em cumprir com o acordo, não existe necessidade para manter a parceria. Com a cessação da parceria, também deixa de existir a necessidade da VW manter as acções da Suzuki em sua posse. Iremos agora trabalhar para restaurar a relação que tínhamos anteriormente e que não impedia as duas marcas de conduzirem os seus negócios livremente. Peço ao Dr. Winterkorn que honre isto”, finaliza Osamo Suzuki no seu comunicado.
Através deste comunicado percebe-se que a Suzuki irá entrar numa “guerra” judicial com a Volkswagen, onde poderá vir a ter de gastar muito dinheiro para ficar livre do domínio alemão.
De acordo com alguns rumores derivados da situação da Suzuki em MotoGP, a VW estava a ter acesso às mais variadas tecnologias desenvolvidas pelos engenheiros japoneses em Hamamatsu, enquanto a Suzuki não conseguiu aproveitar a pareceria da mesma forma, sendo-lhe negado acesso a tecnologias que estavam na sede da marca alemã em Wolfsburg.
Uma questão de “honra” para Osamo Suzuki que, de acordo com o que a MOTOCICLISMO tinha noticiado em relação à possível razão por detrás do abandono da marca do Mundial de Velocidade e da categoria de MotoGP, parece confirmar que questões económicas “extra competição” são a prioridade da Suzuki nos próximos tempos.